02 janeiro 2007

Sétimo Encontro - O derradeiro final


Encontrámo-nos à porta do café na hora combinada. Mal te vi, e uma alegria flamejante consumiu-me por dentro, traduzida num sorriso do tamanho do mundo. Vejo que também estás feliz por estarmos juntos.

Sentamo-nos e falamos durante horas até sermos praticamente expulsos do café (ou gentilmente convidados a sair, uma vez que este ia fechar).

"- Queres ir dar uma volta?
- Porque não?"

Dás-me a mão enquantandamos em direcção ao jardim. Está escuro, esá frio, mas nada disso importa. Estou contigo e fazes-me sentir bem, como se o resto do mundo não existisse, como se não houvessem problemas. Sentamo-nos novamente, desta vez no banco de jardim, gasto pelo tempo...

"- Acreditas no destino?" - A pergunta surpreende-me, não estava à espera de algo assim...
"- Sinceramente não sei e tu?
- Já acreditei menos... Não achas estranho o que nos aconteceu?" - Estranho? Porque dizes isso? Somos apenas duas pessoas cujos caminhos se cruzaram...
"- Tu achas que foi estranho? Achas que não devia ter acontecido?"
Oiço-te rir...

"- Pelo contrário... Acho que estava escrito que ia acontecer... Era só uma questão de tempo... Acho que as nossas almas estão destinadas para toda a eternidade... Quer em vidas passadas, quer em vidas futuras..." - A tua expressão mudou, talvez com receio da minha reacção a essatua afirmação. Pego-te na mão:

"- Bom quanto a vidas passadas ou futuras não sei... Por mim já fico feliz em passar esta vida contigo..." - Sorris de novo e beijamo-nos.

"- Talvez tenhas razão, talvez a eternidade seja muito tempo. Talvez só importe o aqui e o agora...."

"- Passem para cá o guito!" - Levanto-me com o susto e olho para trás. Três rapazes com ar muito pouco amigável interrompem o nosso Encontro. Com uma calma invejável tiras a tua carteira, entregas todo o teu dinheiro ao rapaz que está mais próximo de nós e dizes:

"- Tomem, não queremos problemas..." - Eu ainda estou em choque, quer pelo assalto, quer pela tua reacção...

"- Então e tu oh palhaço?" - O rapaz empurra-me e acabo no chão. Tudo a partir desse momento é confuso para mim. Lembro-me de te baixares junto a mim e é nesse momento que vejo a navalha:

"- CUIDADO...!" - Mas foi tarde, demasiado tarde. Amparo-te na tua queda enquanto aquele cabrão e os amigos fogem, depois de três golpes certeiros que te deram. Sinto teu sangue... Não pode ser. Não quero que seja...

"- Tem calma. Respira, vais ver que tudo vai correr bem..." - As lágrimas caem-me pela face sem que eu consiga ter controlo nelas. Sinto a tua dificuldade em respirar enquanto te seguro nos meus braços... Queres dizer algo, aproximo-me de ti para tentar perceber o que dizes:

"- Não Chores.... Sê feliz... Vêmo-nos na proxima vida........... Amo-te....

- NÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO"

2 comentários:

Anónimo disse...

Tanto tempo a seguir a blognovela e agora a miuda morre!
Detesto histórias sem finais felizes! BAAAHHH...

Vê lá se para a próxima te lembras disso! aiaiai

Anónimo disse...

tens imenso jeito p escrever... kero ver o livro :P